O verdadeiro Coringa

segunda-feira, 1 de setembro de 2008


Eu fui ao cinema assistir ao novo filme do Batman logo em seu fim de semana de estréia, estava desde o ano passado ansioso para ver como seria a adaptação desta nova história baseada na famosíssima mini-série The Dark Knight [que eu já tinha lido bem antes].

Para aqueles que conhecem Batman somente dos filmes no cinema ou até das séries animadas para Tv, além daquela tosca séries dos anos 60 com Adam West, o homem morcego de The Dark Knight é bem diferente dos heróis que costumamos ver em outras histórias, mais sombrio, solitário, amargo e muitas vezes colocado na posição de anti-herói.

Mas o filme é marcado essencialmente pela já lendária atuação do falecido Heath Ledger. Desde as primeiras cenas da película ele mostra quem é o Coringa. Não, o Coringa não é um palhaço ou um cara engraçado que comete crimes milaborantes como nos fez crer César Romero no seriado de Tv ou Jack Nicholson na primeira adaptação do morcego para o cinema dirigido por Tim Burton. Na verdade ele é um artista do crime e a cidade de Gotham é o seu picadeiro.

Depois deste filme fiquei refletindo algum tempo no que realmente tinha acontecido. Eu tentei tirar qualquer influência que a morte daquele grande ator poderia estar tendo sobre a sua atuação e sobre o filme. Será que ele estava tão soberbo mesmo neste papel?! Será que finalmente fizeram uma adaptação de quadrinhos com vilões decentes, com uma história coesa e com um final digno das melhores Graphic Novels?!

Acho que chega a ser diferente a expectativa que eu crio para ver um filme desses, não que eu seja fã do Batman como personagem [aliás, até sou, eu acho que é o único personagem da DC Comics que presta para alguma coisa], mas por eu ser uma cria dos HQs. Nossa como eu adoro esse mundo, como adoro ler e conhecer e saber desses personagens. Mas não eles com os argumentistas de hoje, mas dos clássicos como Alan Moore, Frank Miller, Garth Ennis, Niel Gaiman e muitos outros.

Na verdade o grande trunfo do filme não foi apenas o conjunto de atuações soberbas que para sempre vou me lembrar, mas sim como a história foi tratada desde o início. Os roteiristas e o diretor foram fiéis ao material, eles não tentaram inventar, não transformaram o vilão em algo que ele não é [como nos dois filmes do Quarteto Fantástico que eles transformaram o maior vilão da Marvel o Dr. Destino em um playboy idota, deprimente isso], não criaram links forçados e muito menos tentaram fazer a história boba ou carregada de piadas desnecessárias.

Com isso o filme consegue agradar ao mesmo tempo as pessoas que gostam de filmes em geral, os fãs de filmes de ação, mas principalmente aos fãs de Batman e das HQs. Espero que este exemplo seja seguido daqui em diante e que obras como essa e 300 sejam as referencias futuras para os filmes baseados em HQs.
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1 - Sei que este texto esta com um número grande de links, mas quem tiver vontade de conhecer um pouco mais do mundos das HQs vai se beneficiar muito acessando os mesmos.
2 - Gostaria de agradecer a colaboradora de última hora Verena que fez o papel de editora desta publicação. Obrigado.



 

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