"Meu nome, Libertadores, ficará gravado em você."

quinta-feira, 5 de julho de 2012


Tem tempo que não escrevo nada nesse blog pessoal mas esse é para matar a saudade e serve com um pouco de homenagem. Há pouco li um texto que me tocou bastante e foi muito bem escrito, colocarei ele abaixo. O texto originalmente foi escrito no site Trivela (que é muito bom por sinal), pelo colunista Felipe Lobo.

"Foram mais de 20 anos de espera. Um amor inocente, que nunca perdeu a esperança, mas que trouxe muito sofrimento. Desde aquele jogo em 1991, quando aquele argentino vestido de amarelo e ouro me afastou de você. Mas aquela não doeu tanto assim. Pior foi depois, quando você, Libertadores, seduziu, encantou e fugiu.

Veio 1996, rejeição enorme, falha dolorida. Você nem me olhou, apesar dos meus amigos gritando o meu nome. Veio 1999, quando você me trocou justamente por quem eu menos queria. Por que logo com ele, Libertadores? Mas nada se compara a 2000. Não bastava me trocar por ele, precisava ser de novo, nos pênaltis, daquela forma tão cruel? Me deixar abandonado na zona leste enquanto você desfilava pela Pompéia? O que eu tenho de tão ruim?

Ah, Libertadores, o sonho de 2003, as lágrimas e a tristeza de 2006. Teve aquele 2010, lembra? Não precisava estragar o centenário daquele jeito. Fiz uma festa tão bonita por você, mas você fugiu. E 2011? Você não me deu nem chance de chegar perto de você. Eu tinha um fenômeno, mas você me desprezou antes de eu entrar na festa. Parecia que você nunca seria minha, Libertadores.

Quantas noites você foi chorada, Libertadores. Quantas noites a zona leste amanheceu mais triste, ferida pelo que você causava. Quantas vezes o travesseiro foi o único companheiro para cada uma das eliminações. A rejeição, às vezes cruel. Mas nunca desisti. Corinthians é um nome forte. Tenho história, Libertadores. Por que me rejeitaste tantas vezes?

Hoje eu entendo. Vim mais uma vez, mas você se fez de difícil. Tive que enfrentar um carioca que tentou me roubar você. Um caiçara, que insistia em não querer te largar. Veio então aquele seu amor tão intenso nesses últimos anos, com sabor de alfajor e romantismo. Ah, Libertadores, mas dessa vez você não me escaparia. E teria que ser do meu jeito. Não teria tango, teria a explosão da emoção de viver aqui, ao som do pagode do Tatuapé, da Penha, de Itaquera. Eu sei que você me olhava, você disfarçava, mas eu via. Seu olhar fugia, mas você sabia.

O amarelo e o ouro te chamavam, mas você sabia, lá no fundo, com quem voltaria para casa. Eu sempre soube que você seria minha. Mas neste ano tive certeza. Te olhei com tanta vontade que quando segurei sua mão, ali na Praça Charles Miller, nem você conseguiu mais largar. Ainda mais depois de tantos incentivos, tantos “vai, Corinthians” que você ouviu. Meus milhares de amigos gritando, me incentivando.

Você sabia que aquela noite, eu teria que te ganhar. E te ganhei de um jeito que ninguém poderia contestar. Você sabe que me fez muita falta, mas tenho certeza que você sabe o quanto eu te fiz falta também. Meu nome ficará gravado para sempre em você. E nós dois jamais esqueceremos esse dia 4 de julho de 2012. Meu nome, Libertadores, ficará gravado em você. E anote aí, porque o meu nome é Corinthians. E essa é só a primeira vez."

Nenhum comentário:

 

O que é o Discurso Humanista

Minha foto
Vamos ver: É um blog, acho que isso já diz tudo. Na verdade vai ser um apanhado de idéias que estão por aqui mesmo em minha cabeça, isso inclui bastante coisa mesmo. Serão abordados temas relevantes e irrelevantes e que de qualquer forma tenham alguma relevância para mim em um dado momento. Futebol, política, cinema, música e muitas coisas podem servir de tema de inspiração. Sejam bem vindos os futuros visitantes. Abraços a todos!

Melhores Textos

Categorias